Será que a Mana ainda tem Fé?

19/06/2006 14:45
Mais um indicado pela Ester... muito cuti cuti!



MANIA DE EXPLICAÇÃO
(Adriana Falcão)

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.
Explicação é uma frase que se acha mais importante do que as palavras.
As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá explicando sozinha.

Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro da sua cabeça.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.
Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.
Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.
Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.
Desatino é um desataque de prudência.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Desejo é uma boca com sede.
Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero...Também não. É um desaforo... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.

enviada por Mana de Fé



10/06/2006 07:35
Sábado, 4h30 da manhã...o alarme do celular despertou e eu acordei...hora de me trocar, comer alguma coisa, pra 5h30 pegar o onibus pra vir pra facul: reposição de aula d Processo Civil...terminar nossa petição inicial...ainda bem que a Dra. Soraya é boazinha...Chego em casa por volta da 12h20...tem churrasco da turminha em despedida ao nosso amigo Tchula que ta indo pra Inglaterra segunda-feira, vai ficar 1 ano por lá...uhuuu!! que delicia...estar na Europa em plena copa deve ser barbaro...no demais, td em ordem...
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sem muita inspiração, hj vou postar um email q recebi da Esterzinha http://terzinha.blogger.com.br sobre 'mulheres gostosas-arnaldo jabor'...um must...haha..e tb aproveito aki pra tb postar o comentario que ela fez a respeito desse texto : "Celulite quer dizer -sou gostosa- em braile"..hahah...se nao me engano ja tinha visto algum famoso, tipo Gianecchini, dizer isso na Veja ... ou na Isto é....auehauhahe...poco importa...


fikem com Deus...bejocas

A BUNDA DURA - Arnaldo Jabor

Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda
manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda
de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!
Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco?
Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a. Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar o
cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos
imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação,
pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.

b. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle
do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS!
Oque indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem enquanto
tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo
perante o espelho do quarto. Credo.

c. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento
pra Hebe? Sou antipática com orgulho, só sorrio para quem provoca meu
sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro.
Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás,ela nem sabe o que a palavra
significa, coitada.

d. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele
corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na
garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão
acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do
sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha
saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a
pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor
convidar o Jorjão.

Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste
feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a
bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é
até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E
você reparou naquela bunda? Meu Deus... Legal mesmo é mulher de verdade. E
daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos
a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal
educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque
celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem
chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra
futilidade. Nem pra dela, nem pra sua.

enviada por Mana de Fé



07/06/2006 01:53
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
Comecei a entender.
A paz esta no dicionário....
A paz esta em um monte de camisas e outdoors.
Mas o que é realmente a paz??????

Explique a paz para um moleque que nasce num lugar
e desde criança apanha dos pais, não tem uma casa
pra morar, não tem família, não tem comida, não tem
dinheiro, não estuda. Cresce junto com outros na mesma
situação e depois começa a tomar noção que existem
muitas coisas as quais ele não tem direito e outras pessoas tem.
Explique a paz para ele.....
Como é que vc vai explica-lo a resepito da PAZ que vc esta pedindo?

Talvez vc esteja lendo esse texto num computador comunitário ou mesmo no seu, no conforto do seu lar
ou em algum lugar qualquer que vc possa ter tranquilidade para pensar a respeito.
Vc sabe ler......
Vc estudou suponho....

Então explica ai ....
O que é essa tal paz?????????????????

Tico Sta Cruz - [Fragmento extraído de Detonautas Roque Clube - http://www2.uol.com.br/detonautas/]

enviada por Mana de Fé



06/06/2006 17:08
Tocando em Frente
Almir Sater
Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar porque já tive pressa
levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei..

Conhecer as manhas e as manhãs
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumpri a vida seja simplesmente
compreender a marcha ir tocando em frente
como um velho boiadeiro
levando a boiada eu vou tocando os dias
pela longa estrada eu vou, estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega em outro vai embora
cada um de nós compõe a sua história
cada ser em si carrega o dom de ser capaz
de ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
levo esse sorriso porque já chorei demais
cada um de nós compõe a sua história
cada ser em si carrega o dom de ser capaz
de ser feliz
enviada por Mana de Fé



05/06/2006 02:59
O amor não acaba

O amor acaba? O cara disse. Numa esquina, num domingo, depois do teatro e do silêncio, na insônia, nas sorveterias, no elevador, como se lhe faltasse energia. Tenho dúvidas. Ele não volta? Não deixa rastro? Não renasce? Volta. Na esquina em que se beijaram pela primeira vez, lá está ele, na sombra perdida pela luz, na poeira suspense, na revolta da memória inconformada. Uma lembrança. Na solidão do domingo, lá vem ele, volta, com lamento, um quase desespero, e penso nos planos perdidos, que vida sem sentido... No teatro, no palco de história de amor, no cinema, na tela com beijos e risos, na TV, que inveja... Já tive um amor igual. Onde ele se escondeu? E, pior, por quê? Na insônia, o amor cai como uma tonelada de lápide, e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido paciente, e se eu tivesse insistido, suportado, indicado, transformado, reagido, escutado, abraçado? Seu choro no meu ombro, foi tão recusado. Na sorveteria, ele volta, o amor em lembrança. Porque aquele sabor era o preferido dele, aquela cobertura era a preferida dele, aquela sorveteria era a preferida dele, assim como aquela esquina, aquele bairro, aquele clima, aquela lua, aquele mês, aquela temperatura, aquela raça de cachorro atravessando a rua, aquele programa de fim de tarde e aquele horário sem planos pra noite. Ele adora ficar na cidade no feriado, torce para barreiras e pontes caírem, e ninguém voltar nunca mais. Uma cidade só pra ele, um bairro, aquela rua, a sorveteria. Aquele cachorro brincando com ele. E eu só pra ele. Saudades é amor. Não se tem saudades do que não se ama. Ou amou. O amor não acaba, porque tenho saudades, me lembro dele todos os dias, me preocupo com ele, torço por ele, e se sonho com ele, meu dia está feito. O amor não pode acabar, porque sem ele ou sem a esperança de revê-lo, até a chance de tê-lo de volta, minha guerra não tem fim. Ele é uma trégua na minha guerra pessoal contra a minha paixão por ele. Amá-lo me faz bem. Mesmo que ele não me ame. Amo amá-lo. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei meses amando como se não tivesse acabado. Ficaria anos amando mesmo se não tivesse voltado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. Nas tantas músicas que ouvimos juntos, que dançamos colados, trilhas das noites frias abraçados, seus braços imobilizando os meus. O não-amor é o vazio. O antiamor também é amor. Nas minhas mãos frias aquecidas pelas suas. Eu te amava quando você respirava no meu ouvido. Amo-te, amo-te, amo-te. Saudade do instante que você diz, com tanta verdade: Eu te amo! O amor acabou quando você se foi? Fala a verdade... Você sentiu saudades das minhas paredes, das cores das minhas roupas, da umidade da minha boca, do cheirinho do meu travesseiro, da minha torrada com mel, do meu endereço, do lanchinho improvisado, você sentiu falta de atravessar a avenida comigo de mãos dadas, de correr da chuva, de eu te indicar aquele livro, do cinema gelado em que vimos aquele filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, você sentiu falta da minha risada, da minha inconveniência, de eu ser sua amante, sua noiva, sua amiga e esposa, dos meus olhos te espiando, dos meus dentes te mordendo, ficou tanto tempo longe de mim e pensou em nós todas as madrugadas, especialmente bêbado ou louco, queria me ligar, me escrever, meu cheiro aparecia de repente, meu vulto estava sempre ali presente, acaba? Diz que acaba. Como acaba? Não acaba. Diz, não acaba. Repete. Falei. Não acaba. Pode virar amor não correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor. Pode vir em muitas embalagens e tamanhos. Só tenho uma certeza. Tem amor e o nada. Ah, mais uma coisa. Antes que eu me esqueça. O amor não acaba. Vira. Sorry. Se acabar não é amor.

Inspirado em Paulo Mendes Campos

enviada por Mana de Fé






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